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O protetor de crochê que não risca o piso
Jogo de 4 protetores de pé de cadeira em barbante nº 6 com agulha de 3,5 milímetros, fundo duplo, nível iniciante.
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Barbante nº 6, agulha de 3,5 mm, fundo duplo
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Arraste a cadeira da cozinha 3 vezes pelo mesmo trecho do piso laminado e passe a ponta do dedo no rastro. Se o dedo sentir uma linha áspera, o pé da cadeira já está gravando o chão, uma passada de cada vez.
O laminado tem uma capa de resina por cima da foto de madeira. Quem risca essa capa quase nunca é o pé em si: é o grão de areia que gruda embaixo dele e vira lixa a cada arrastada. O feltro adesivo de loja resolve por umas semanas, até descolar ou juntar poeira e passar a raspar junto.
O protetor de crochê trabalha diferente. Ele calça o pé como uma meia, preso pela própria trama, e põe duas camadas de barbante entre a madeira e o piso. O grão que entra fica preso no algodão, longe da resina, e a cadeira desliza em cima de um tecido macio.
O jogo desta edição tem 4 protetores, um pra cada pé, em barbante nº 6 (o fio de algodão grosso de tapete e de sousplat) com agulha de 3,5 milímetros. Cada peça é um copinho: fundo duplo de ponto baixo, paredes retas e uma última carreira mais estreita que abraça o pé.
A agulha de 3,5 é fina pra esse barbante, e a escolha é de propósito. Com a mão apertando o fio grosso, o ponto baixo fica fechado como feltro, sem furo por onde a areia passe até o piso.
O nível é iniciante. São só dois pontos, o baixo e o baixíssimo, uma diminuição e uma conta de 24 pontos que se repete do começo ao fim. Cada protetor sai em uns 25 minutos de agulha.
Quatro porque cadeira com um pé calçado e três descalços manca, e o pé descalço continua riscando. Com o jogo completo, a cadeira fica nivelada e silenciosa no primeiro arrasto.
A ficha começa pela fita métrica no pé da cadeira, que decide o tamanho do fundo, e pelo barbante certo pra ele.
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I A Peça do Dia
Quatro meias, um rolo de barbante
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A ficha completa da peça.
A peça de hoje: jogo de 4 protetores de pé de cadeira em barbante nº 6, agulha de 3,5 milímetros, nível iniciante. Cada protetor tem dois discos de ponto baixo unidos num fundo duplo e uma parede de 6 carreiras que veste o pé.
Na mesa antes da primeira correntinha: 1 rolo de barbante nº 6 cru, agulha de 3,5 milímetros, agulha de tapeçaria de olho largo, fita métrica, tesoura e 1 marcador de ponto (argolinha de plástico que se prende na laçada pra marcar uma posição). Ele marca o começo de cada carreira.
A ficha desta peça tem cinco números: | Agulha | 3,5 mm | | Diâmetro do fundo | 5 cm | | Protetores no jogo | 4 | | Pontos por volta | 24 | | Fio do jogo | 32 g |
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Meça o pé antes de tudo. Passe a fita em volta do pé da cadeira, rente ao chão, e anote a volta. A conta desta ficha serve pra pé redondo ou quadrado com volta de 12 a 14 centímetros, o tamanho da cadeira comum de cozinha, de madeira ou de metal.
Pé mais grosso pede fundo maior. Some 1 carreira de aumento no disco, com 6 pontos a mais, pra cada 2 centímetros de volta acima de 14, e mantenha a mesma conta nas paredes, sempre com o número de pontos do disco.
Escolha barbante 100% algodão, cru ou colorido. Barbante com fibra sintética misturada fica liso demais, escorrega no pé e gira quando a cadeira é arrastada de lado, deixando a costura do fundo virada pra cima.
O nº 6 é o ponto certo de grossura. O nº 4 afina a trama e gasta em poucos meses de arrasto; o nº 8 engrossa tanto que a cadeira fica alta e balança no fundo mole.
A amostra antes do jogo: faça o primeiro disco e meça com a régua, sem esticar. Tem que dar 5 centímetros de ponta a ponta. Se der 6, a mão está frouxa; desça pra agulha de 3 milímetros. Se der 4,5, o ponto está apertado; suba pra 4.
A conta dos pontos: o disco plano de ponto baixo cresce 6 pontos por carreira: 6, 12, 18 e 24. Com barbante nº 6, cada carreira soma perto de 0,6 centímetro de cada lado do centro, e 4 carreiras chegam aos 5 centímetros. A parede usa os mesmos 24 pontos e só aperta na última volta.
A conta do fio: cada protetor pesa perto de 8 gramas, com os dois discos e a parede. O jogo de 4 gasta uns 32 gramas, e o rolo menor de barbante da loja de armarinho calça a mesa inteira com sobra.
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II Carreira a Carreira
Dois discos, um tubo e um aperto
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Cada protetor sai em duas etapas: dois discos iguais de 4 carreiras, unidos pela borda, e uma parede de 6 carreiras que sobe do fundo. A união dos discos decide se a cadeira desliza: disco torto ali vira calombo embaixo do pé, e o calombo marca o piso. |
O começo: faça um anel mágico (o laço ajustável que fecha o centro sem deixar furo). Trabalhe em espiral, sem fechar as carreiras, e suba o marcador pro primeiro ponto de cada volta.
Carreira 1: faça 6 pontos baixos (o ponto mais curto de altura cheia, uma laçada puxada pelo ponto e fechada de uma vez) dentro do anel e puxe a ponta até o centro sumir. São 6 pontos.
Carreira 2: faça 2 pontos baixos em cada ponto até o fim da volta. São 12 pontos, e o disco mede perto de 2,5 centímetros.
Carreira 3: repita até fechar a volta: 1 ponto baixo no próximo ponto e 2 pontos baixos no seguinte. São 18 pontos.
Carreira 4: repita até o fim: 1 ponto baixo em cada um dos 2 pontos seguintes e 2 pontos baixos no terceiro. São 24 pontos. Feche com 1 ponto baixíssimo (o ponto mais baixo do crochê, puxado direto pelo ponto e pela argola da agulha), corte o fio e reserve. Faça o segundo disco igual, sem cortar o fio.
Carreira 5, a união: encoste os dois discos avesso contra avesso, o segundo por cima, e faça 1 ponto baixo em cada um dos 24 pontos, pegando os dois discos de uma vez. O fundo duplo fica fechado na borda, com o lado liso dos dois discos pra fora.
Carreira 6: faça 1 ponto baixo em cada ponto, entrando só pela alça de trás, o fio de trás do V do ponto. São 24 pontos, e a borda do fundo dobra num ângulo reto, com o passo a passo na seção III.
Carreiras 7 a 10: faça 1 ponto baixo em cada ponto, pelas duas alças, sem aumento. São 24 pontos por volta, e a parede sobe perto de 3 centímetros.
Carreira 11, o aperto: repita até o fim: 1 ponto baixo em cada um dos 4 pontos seguintes e 1 diminuição (2 pontos fechados juntos numa laçada só) nos 2 seguintes. São 20 pontos. A volta mais estreita segura o protetor no pé sem cola nem elástico.
O acabamento: feche com 1 ponto baixíssimo, corte o fio deixando 15 centímetros e esconda a ponta pela parede com a agulha de tapeçaria, passando por dentro de 4 centímetros de trama. Esconda também as duas pontas dos anéis entre os discos, antes da união, onde nenhum pé as alcança.
O jogo: repita três vezes. Faça os 4 em sequência, com a mesma tensão de mão, e calce todos antes de arrastar a cadeira: protetor mais frouxo que os outros gira no pé e aparece logo no primeiro arrasto.
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