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O cordão de 70 centímetros que não torce no pescoço
Cordão de óculos de 70 centímetros em linha de algodão nº 8 e agulha de 1,75 mm, nível iniciante, em cordão romeno, que fica chato e não torce.
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Linha nº 8, agulha 1,75 mm, cordão romeno de 70 cm
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Estique 70 centímetros de fita métrica sobre a mesa e deixe a fita aberta ao lado do trabalho: é contra ela que cada palmo do cordão de óculos de hoje vai ser conferido, do primeiro ponto baixo até o terminal de silicone da ponta.
Setenta centímetros é a medida que faz o par de óculos descansar no meio do peito quando sai do rosto, alto o bastante para não bater na mesa quando a pessoa se inclina para ler. Cordão de 50 centímetros aperta a nuca e obriga a tirar os óculos por cima da cabeça; cordão de 90 centímetros deixa a armação balançando na altura do umbigo e enrosca na alça da bolsa.
O defeito que derruba a peça na primeira semana de uso não está na medida, está na construção. Uma corrente simples de 70 centímetros nasce torta: cada laçada da corrente entra na anterior com uma leve inclinação para a direita, e a soma de duzentas inclinações iguais vira um saca-rolhas. A pessoa põe o cordão no pescoço, tira os óculos duas vezes, e a tira já está enrolada em espiral com a emenda virada para fora.
O cordão romeno (tira estreita de pontos baixos em que o trabalho é girado a cada ponto, de modo que a agulha entre sempre na lateral do ponto anterior) resolve o problema pela geometria. As inclinações se alternam, uma para cada lado, e se anulam ao longo da tira. O resultado é uma fita de 4 milímetros de largura, plana nos dois lados, que cai reta no pescoço e continua reta depois de um ano.
A linha de algodão nº 8 com agulha de 1,75 milímetro mantém essa tira fina o bastante para passar dentro do anel de silicone de 6 milímetros que prende a haste dos óculos. Barbante nº 6, que é o fio da bolsa e do sousplat, engrossa a tira para 8 milímetros e não entra no terminal de jeito nenhum.
A ficha da peça começa pela contagem de pontos, pela bitola da linha e pelo rendimento de um novelo de 100 gramas.
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Setenta centímetros em cordão romeno
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A ficha completa da peça.
A peça de hoje: cordão de óculos de 70 centímetros de comprimento e 4 milímetros de largura, trabalhado em cordão romeno com linha de algodão nº 8 e agulha de aço de 1,75 milímetro, nível iniciante. A execução usa corrente, ponto baixo e ponto baixíssimo. O tempo estimado é de 40 minutos.
Antes da primeira laçada: 1 novelo de 100 gramas de linha de algodão nº 8, agulha de aço de 1,75 milímetro, 2 terminais de silicone para haste de óculos com anel de 6 milímetros, agulha de tapeceiro de ponta cega, fita métrica e tesoura de ponta fina.
A linha nº 8 ganha do fio acrílico fino nesta peça por dois motivos de uso. O algodão não escorrega no silicone do terminal, que prende por atrito, e a torção firme da linha mercerizada segura a forma achatada da tira mesmo depois de dez lavagens. O acrílico fino estica com o peso da armação e o cordão cresce 6 centímetros em um mês de uso.
A conta deste cordão tem cinco números e nenhum é palpite: | Comprimento final | 70 cm | | Largura da tira | 4 mm | | Pontos baixos no total | 234 | | Linha consumida | 12 m | | Agulha | 1,75 mm |
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A amostra antes do cordão: trabalhe 30 pontos baixos em cordão romeno e meça a tira deitada com a fita. Se deu 9 centímetros, cada ponto avança 3 milímetros e os 234 pontos vão render os 70 centímetros previstos. Se a tira deu 12 centímetros, o seu ponto está frouxo, cada ponto avança 4 milímetros, e 234 pontos passam de 93 centímetros, um cordão que bate no umbigo.
Cada ponto baixo nesta bitola consome perto de 5 centímetros de linha, e os 234 pontos somam 11,7 metros. As duas voltas de arremate em cada ponta levam mais 30 centímetros, o que fecha em 12 metros por peça. Um novelo de 100 gramas do nº 8 rende perto de 500 metros, ou 40 cordões com sobra para as amostras.
A medida final: cordão de 70 centímetros de tira, mais 1,5 centímetro de laçada em cada ponta para prender o terminal, largura de 4 milímetros, espessura de 3 milímetros e peso de 6 gramas, leve o bastante para não puxar a armação para baixo do nariz.
O novelo de 100 gramas custa de 14 a 24 reais, o par de terminais de silicone sai por 2 a 5 reais, e o cordão pronto é vendido de 18 a 35 reais na unidade, ou 90 reais no trio de cores para quem tem óculos de grau, de sol e de leitura.
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II Carreira a Carreira
Do primeiro ponto baixo ao terminal de silicone
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Os 234 pontos baixos são trabalhados sempre pela mesma face da tira, girando a peça meia volta a cada ponto e entrando com a agulha nas duas alças da lateral esquerda do ponto anterior. A tira nasce plana e continua plana; o mesmo cordão feito em corrente simples torce em espiral antes do terceiro dia de uso. |
O começo: faça um nó corrediço e trabalhe 2 correntinhas. Entre na primeira correntinha e trabalhe 1 ponto baixo. Você tem agora um bloco de dois pontos empilhados, e é dele que sai a primeira lateral do cordão.
A virada: gire a peça 180 graus no sentido anti-horário, como quem vira uma página, mantendo a mesma face para cima. Na lateral esquerda aparecem duas alças verticais bem juntas. A agulha entra por baixo das duas, nunca por baixo de uma só, e o ponto novo nasce colado ao anterior.
O ritmo: 1 ponto baixo, gira, 1 ponto baixo, gira. Depois de 20 repetições a mão memoriza o movimento e a peça anda perto de 40 pontos por minuto. Gire sempre para o mesmo lado: alternar o sentido da virada cria um degrau visível na tira, que fica com uma barriga a cada troca.
A contagem: marque a cada 50 pontos com um pedaço de linha de outra cor amarrado na lateral. A tira fica homogênea depois do ponto 60 e o olho perde a referência de onde parou, porque todos os pontos têm o mesmo desenho de trança miúda.
A conferência no meio: ao chegar em 117 pontos, deite a tira ao lado da fita métrica esticada. Tem que dar 35 centímetros. Se deu 40, solte 15 pontos e refaça com a linha mais firme na mão esquerda; se deu 30, acrescente 20 pontos ao total planejado. Cordão conferido só no fim vira retrabalho de 40 minutos.
O terminal de silicone: depois do ponto 234, dobre os últimos 1,5 centímetro da tira por dentro do anel do terminal e prenda com 1 ponto baixíssimo pegando o primeiro ponto da dobra. A laçada abraça o anel e o silicone fica preso entre duas espessuras de tira, sem cola e sem nó aparente.
O arremate: corte o fio com 15 centímetros de sobra, passe a ponta na agulha de tapeceiro e esconda por dentro de 10 pontos da tira, sempre entrando pela lateral e saindo pela face. Ponta escondida em menos de 6 pontos sai no primeiro puxão e o terminal solta com os óculos dentro.
A outra ponta: desfaça o nó corrediço do começo, passe o rabinho de linha na agulha de tapeceiro e repita a dobra de 1,5 centímetro no segundo terminal, com o mesmo ponto baixíssimo. As duas pontas precisam ter a dobra do mesmo tamanho, senão o cordão veste torto e um lado do óculos fica mais alto.
O teste da peça: encaixe as hastes nos dois terminais, pendure o conjunto no dedo e balance 10 vezes. A armação tem que voltar ao centro sozinha e a tira tem que ficar deitada, sem se enrolar. Se ela girou sobre o próprio eixo, houve virada trocada de sentido no meio do trabalho.
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