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ED 059
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Chinelo 37 com barrado de crochê em 72 furos

Barrado de leques em linha nº 8 com agulha de 2 milímetros, preso em furos de 1 em 1 centímetro na sola, nível iniciante.

Par de chinelos de dedo com barrado de crochê em leques contornando a borda da sola, sobre a mesa.

Linha nº 8, agulha de 2 mm, 72 furos

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Marque 72 pontos com caneta na lateral da sola, um a cada 1 centímetro, e só depois pegue a agulha. Use uma fita métrica de pano, que dobra junto com a curva do chinelo, e comece pelo meio do calcanhar.

A peça é um chinelo de dedo número 37 com barrado de crochê, a faixa de renda que contorna a sola e esconde a borda de borracha. Sai em linha de algodão nº 8 (a numeração que o fabricante usa pra espessura do fio) com agulha de 2 milímetros.

Os furos são a ponte entre a borracha e a linha. A agulha de crochê não atravessa a sola, então cada furo vira o lugar onde entra o primeiro ponto. Sem eles, a carreira inicial não tem onde se prender.

O espaço de 1 centímetro é o que deixa o barrado reto. Furo muito junto rasga a borracha entre um e outro. Furo muito aberto faz o barrado ondular, porque a linha estica no vão e puxa os pontos pra baixo.

O furo sai com uma agulha grossa de tapeçaria aquecida na chama de uma vela, segura por um alicate. A borracha derrete em volta da ponta quente e o buraco fica liso, sem fiapo, do tamanho certo pra agulha de 2 milímetros passar com a linha.

O nível é iniciante. São quatro movimentos: a correntinha, o ponto baixo, o ponto alto e o ponto baixíssimo. Cada um aparece explicado no passo a passo, no momento em que entra no chinelo.

O par leva perto de 3 horas. Meia hora vai em marcar e furar as duas solas, e cada pé pede pouco mais de uma hora de agulha. A linha gasta fica abaixo de 20 gramas somando os dois pés.

O começo é a ficha: a lista da mesa, a escolha do chinelo que aceita furo e a conta que ajusta os 72 pontos à sua sola.

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I  A Peça do Dia

A sola marcada com fita

A ficha completa da peça.

A peça desta edição: chinelo de dedo número 37 com barrado de crochê em leques e picô, linha de algodão nº 8, agulha de 2 milímetros, nível iniciante. Cada pé leva 72 furos na lateral da sola e 3 carreiras de crochê.

Na mesa antes do primeiro furo: 1 par de chinelos de dedo número 37 de sola lisa, 1 novelo de linha de algodão nº 8, agulha de crochê de 2 milímetros, fita métrica de pano, caneta de ponta fina, agulha de tapeçaria grossa, alicate, vela, tesoura e 1 chinelo velho pra teste.

A ficha desta peça tem cinco números:

• Chinelo: nº 37

• Linha: nº 8

• Agulha: 2 mm

• Furos por pé: 72

• Espaço entre furos: 1 cm

Escolha chinelo de borda lateral reta, com pelo menos 1 centímetro de borracha de altura. Sola com relevo, ondulação ou desenho gravado na lateral racha no furo, e a carreira inicial fica torta seguindo o desenho.

A borracha macia e grossa aceita melhor a agulha quente. Sola fina e dura, comum em chinelo de brinde, trinca quando esfria e solta o ponto depois de algumas semanas de uso.

A altura da marcação: cada ponto fica a 4 milímetros abaixo da face de cima da sola, onde o pé pisa. Mais alto, o furo rompe a beirada; mais baixo, o barrado encosta no chão e a linha suja na primeira caminhada.

A conta dos furos: a sola 37 desta edição deu 72 centímetros de volta na fita, medida na altura da marcação. Meça a sua antes de marcar: cada centímetro a mais ou a menos vira um furo a mais ou a menos. Feche a conta num múltiplo de 3, porque o leque da segunda carreira pede 3 furos por repetição.

Sobrou meio centímetro no fim da volta, distribua a diferença nos furos do calcanhar, onde a curva é mais aberta e o olho não percebe 1 milímetro de folga.

O teste no chinelo velho: faça 6 furos seguidos no chinelo de teste antes de tocar no par novo. A ponta precisa estar quente o bastante pra afundar sem empurrar a borracha. Furo com borda levantada pede mais 5 segundos na chama.

Fure em lugar ventilado, com a janela aberta, e apoie a sola numa tábua de madeira. A agulha atravessa de fora pra dentro, reta, e sai pelo lado de baixo da tira, sem encostar nela.

A conta da linha: cada pé gasta perto de 8 gramas. Um novelo pequeno cobre o par, o teste e uma carreira desmanchada no caminho.

 
 

II  Carreira a Carreira

Três carreiras de leque

O barrado sobe em 3 carreiras, sempre na mesma direção, começando no meio do calcanhar e voltando a ele. Cada carreira fecha com 1 ponto baixíssimo no primeiro ponto, e a seguinte abre com 1 correntinha de subida.

O começo: faça um nó corrediço na linha, deixando uma ponta de 15 centímetros, e encaixe a laçada na agulha. Entre pelo primeiro furo do calcanhar, de fora pra dentro, e puxe a linha de volta.

Carreira 1: 2 pontos baixos (entra, puxa a linha e fecha as 2 laçadas de uma vez) em cada furo, até completar a volta. São 144 pontos, e a borracha fica coberta por um cordão firme.

A tensão da carreira 1: puxe cada ponto até encostar na borracha sem apertar. Ponto apertado demais afunda no furo e esconde a base; ponto frouxo deixa o cordão balançar e a linha engancha no chão.

Carreira 2: repita 24 vezes a sequência de 1 ponto baixo, pule 2 pontos, faça 5 pontos altos no ponto seguinte, pule 2 pontos. Cada repetição consome 6 pontos da carreira 1, e 144 dividido por 6 dá os 24 leques.

O ponto alto: passe a linha 1 vez em volta da agulha, entre no ponto, puxe a linha e feche as laçadas de 2 em 2. Os 5 pontos altos saem do mesmo furo de baixo e abrem em leque, o desenho de concha que dá nome à carreira.

A conferência dos leques: conte os leques de cada lado do chinelo ao fim da carreira 2. O lado de fora e o lado de dentro do pé têm curvas diferentes, mas a conta de furos já distribuiu a diferença: 12 leques de cada lado.

O tropeço de quem começa é no bico do chinelo, onde a curva fecha. Ali o leque tende a encavalar no vizinho. Abra cada leque com a ponta do dedo assim que fechar os 5 pontos altos, antes de seguir.

O final da carreira 2: feche com 1 ponto baixíssimo (entra, puxa a linha e passa direto pela laçada da agulha) no primeiro ponto baixo da volta. O degrau some, e o barrado fecha redondo no calcanhar.

O segundo pé: comece também no meio do calcanhar e trabalhe na mesma direção. Os dois barrados saem iguais vistos de cima, com o leque central do bico alinhado com o dedão nos dois pés.

A lavagem: chinelo com barrado lava à mão, com sabão neutro e escova de dente macia. A borracha seca em minutos, a linha de algodão em algumas horas à sombra, e o sol direto amarela a linha clara.

 

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III  O Ponto da Semana

O picô que fecha a borda

O Ponto da Semana é o picô, a bolinha de 3 correntinhas fechada sobre o próprio ponto de partida. Ele arremata a borda do leque e trava o último ponto alto, que sem acabamento abre com o vai e vem do pé.

O picô também dá peso à borda. O barrado fica assentado sobre a borracha e não levanta com o vento.

As 4 voltas do picô, passo a passo:

 

1. Faça 1 ponto baixo em cada um dos 2 primeiros pontos altos do leque.

2. No ponto alto do meio, faça 1 ponto baixo, 3 correntinhas e 1 ponto baixíssimo no mesmo ponto baixo. A bolinha nasce no topo do leque.

3. Faça 1 ponto baixo em cada um dos 2 últimos pontos altos.

4. Faça 1 ponto baixíssimo no ponto baixo entre um leque e o próximo, e recomece no leque seguinte.

O fim da volta: depois do 24º picô, feche com 1 ponto baixíssimo no primeiro ponto da carreira. Corte a linha com 15 centímetros e passe a ponta com a agulha de tapeçaria por dentro de 5 pontos da carreira 1, escondida na base.

O erro do picô grande: correntinha frouxa faz a bolinha virar argola, e a borda fica com cara de franja. As 3 correntinhas saem do tamanho de um grão de arroz, apertadas contra a agulha.

O erro do picô torto: ponto baixíssimo fechado no ponto alto ao lado entorta a bolinha pra um dos lados. O fechamento volta sempre no mesmo ponto baixo de onde a correntinha saiu.

O nó da ponta inicial: a ponta de 15 centímetros que ficou no começo da carreira 1 se esconde do mesmo jeito, por dentro dos pontos do calcanhar. Nó aparente na sola machuca o pé na primeira tarde.

Areia e água do mar não estragam o barrado de algodão, mas o sal endurece a linha. Passe o chinelo numa bacia de água doce ao voltar da praia, e o picô continua macio.

Hoje: marque os 72 pontos na sola do pé direito, 1 pé só, nas próximas 24 horas, e fure 6 deles pra testar a borracha. Furo liso e sem racha, siga com os outros 66 e a carreira 1 já tem onde entrar.

"Qual cor de linha vai contornar o seu primeiro chinelo?"

 
 
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Quiz da edição

Com que ferramenta se abre cada furo na borda da sola do chinelo?

ATesoura de ponta fina, cortando um pequeno círculo em cada ponto marcado
BAgulha de tapeçaria grossa aquecida na chama de uma vela, segura por um alicate
CAgulha de crochê de 2 milímetros, empurrada com força até atravessar a borracha
DBroca de metal girada à mão, sem nenhum aquecimento

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