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A mochila saco que não rasga na primeira puxada
Mochila saco de 32 por 38 centímetros em fio de malha, agulha de 6 milímetros, nível intermediário, com 8 ilhoses de metal na boca.
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Fio de malha, agulha 6 mm, 8 ilhoses
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Marque 8 pontos na boca da mochila, espaçados 4 centímetros entre si e a 3 centímetros da borda, antes de encostar no cordão. Esses 8 furos vão receber ilhós de metal, e a posição deles decide se a mochila chega ao segundo ano ou se abre um rasgo em leque na terceira semana de uso.
Mochila saco em fio de malha atrai quem já fez bolsa e quer subir de nível. A execução do corpo pede pouco: um retângulo fechado em tubo, base plana, boca reta. A dificuldade mora inteira nos 20 centímetros finais, na hora de decidir por onde o cordão passa.
O caminho comum é passar o cordão direto por dentro da malha, alternando entrada e saída a cada dois pontos. Funciona no primeiro dia. Fio de malha tem alma de tricô cortado e cede sob carga concentrada, e o cordão de 8 milímetros trabalhando contra uma laçada solta atua como serra lenta em cada abertura de mochila.
O ilhós de metal muda a natureza do contato. O anel de latão de 12 milímetros de furo interno prensa a malha entre duas arruelas e transfere a força do cordão para o metal, não para o fio. A abertura para de crescer porque o metal não estica, e a borda da malha fica presa entre duas superfícies lisas que não a cortam.
O fio de malha com agulha de 6 milímetros entrega perto de 1,4 ponto por centímetro, densidade que fecha o tubo do corpo em 88 pontos baixos e sustenta 4 quilos de carga sem alongar a boca. Agulha de 8 milímetros abre vãos que engolem a arruela do ilhós; agulha de 5 milímetros trava o fio grosso e deixa a mochila dura, sem cair no formato de saco.
Nível intermediário aqui significa ponto baixo em espiral, aumento em base oval e trabalho com marcador. A ficha completa começa pelo material, pelas medidas e pela conta de fio.
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I A Peça do Dia
Tubo de 32 centímetros com 8 furos de latão
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A ficha completa da peça.
A peça de hoje: mochila saco de 32 centímetros de largura por 38 de altura, trabalhada em espiral com fio de malha e agulha de 6 milímetros, nível intermediário, com 8 ilhoses de latão de 12 milímetros de furo interno instalados na boca e cordão trançado de 8 milímetros correndo por dentro deles. A execução usa base oval, ponto baixo e aumento simples. O tempo estimado é de 7 horas.
Antes da primeira laçada: 700 gramas de fio de malha, agulha de crochê de 6 milímetros, 8 ilhoses de latão de 12 milímetros com arruela, alicate de ilhós ou punção com base, 3 metros de cordão trançado de 8 milímetros, agulha de tapeçaria de ponta romba, marcador de ponto, fita métrica, giz de alfaiate e tesoura de corte.
O fio de malha de tira larga ganha do fio fino nesta peça. A tira de 2 centímetros fecha o tubo em menos voltas e cria parede de perto de 4 milímetros de espessura, base física de que o ilhós precisa para prensar. Fio de malha muito fino deixa a arruela girando frouxa e o furo perde a firmeza em poucas semanas.
O ilhós de latão ganha do alumínio pintado. O alumínio amassa sob o alicate e deforma numa elipse que corta o fio na quina; latão mantém o círculo com aperto forte.
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A conta desta mochila saco tem cinco números e nenhum é palpite:
| Largura fechada | 32 cm | | Altura do corpo | 38 cm | | Pontos baixos da volta | 88 | | Ilhoses de latão | 8 | | Agulha | 6 mm |
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A amostra antes da mochila: faça um quadrado de 10 por 10 centímetros em ponto baixo com o seu fio e conte os pontos de uma carreira. Se deram 14 pontos, a volta do corpo fecha em 88 e a largura sai em 32 centímetros; se deram 11, o seu ponto está frouxo e a boca vai alargar sob peso, mesmo com metal instalado.
Cada volta do corpo consome perto de 5,8 metros de fio de malha, e as 52 voltas retas somam 300 metros só no tubo. A base oval pede outros 45 metros e a barra da boca leva mais 30, o que fecha em 375 metros de fio.
Costas mais estreitas pedem a versão de 28 centímetros, com 76 pontos na volta e 6 ilhoses no lugar de 8.
A medida final: tubo de 32 por 38 centímetros, base oval de 30 por 12, barra da boca dobrada com 5 centímetros de altura, 8 ilhoses cravados a 3 centímetros da borda e cordão de 3 metros formando as duas alças, com a mochila vazia pesando perto de 700 gramas.
O trabalho consome entre 6 e 7 novelos de fio de malha de 100 gramas. Cada novelo custa de 14 a 26 reais, a cartela com 20 ilhoses de latão sai de 18 a 35 reais, o cordão fica em 9 reais o metro, e a mochila sob encomenda vale de 180 a 320 reais.
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II Carreira a Carreira
Da base oval ao ilhós cravado com duas arruelas
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Os 8 ilhoses precisam entrar na barra dobrada, nunca na malha de camada única. A barra soma duas espessuras de fio de malha e chega a 8 milímetros de material prensado entre as arruelas; camada única entrega 4 milímetros, o anel fica com folga vertical, gira a cada puxada e serra a laçada por baixo até soltar em dois meses.
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A base oval: monte 22 correntinhas, trabalhe 21 pontos baixos voltando pela corrente, faça 3 pontos na última corrente para virar a ponta e volte pelo outro lado da carreira. Marque a primeira e a última laçada com marcadores de cores diferentes, porque a oval só cresce certa quando as duas pontas recebem aumento igual.
Os aumentos da base: nas voltas 2 a 6, acrescente 6 pontos por volta, sempre 3 em cada ponta e nenhum nas laterais retas. A base fecha em 88 pontos e mede 30 por 12 centímetros, formato que apoia a mochila em pé sem tombar quando vazia.
O teste da base: apoie a oval numa mesa lisa. Base plana está certa; ponta enrolando para cima recebeu aumento de menos; lateral ondulada recebeu aumento demais. Corrigir agora custa duas voltas desmanchadas.
O corpo do tubo: sem aumento nenhum, trabalhe 88 pontos baixos por volta durante 52 voltas, pegando só a alça de trás de cada ponto nas dez primeiras voltas para marcar a virada da base. Pare a cada 10 voltas e meça a altura com a fita.
A barra da boca: nas 6 últimas voltas, troque para ponto baixo pegando as duas alças e trabalhe firme. Dobre os 5 centímetros finais para dentro e costure a dobra na malha do corpo com a agulha de tapeçaria, ponto por ponto, criando um canal fechado de dupla espessura ao redor de toda a boca.
A marcação dos furos: com a mochila deitada e a boca esticada em 32 centímetros, marque com giz 4 pontos na frente e 4 atrás, espaçados 4 centímetros entre si e a 3 centímetros da borda superior. Confira as 8 marcas com a fita antes de furar, porque furo errado em fio de malha não fecha.
A instalação do ilhós: abra o furo com punção de 12 milímetros girando devagar, sem cortar com tesoura. Encaixe o corpo do ilhós por fora, a arruela por dentro, apoie numa base de madeira e prense com o alicate em uma pancada firme. Puxe o anel com o dedo depois de cada instalação: ilhós que gira sozinho está frouxo e pede troca.
A passagem do cordão: corte 2 cordões de 1,5 metro. Passe o primeiro entrando e saindo pelos 8 ilhoses e volte ao ponto de partida; passe o segundo no sentido contrário, começando do lado oposto. Amarre as pontas de cada cordão entre si e prenda os dois nós nos cantos inferiores da base com 6 pontos de agulha, o que transforma o cordão em alça de ombro quando a boca fecha.
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