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A esponja de nylon que seca antes da próxima pia
Esponja dupla face em fio de nylon com agulha de 3 milímetros, nível iniciante, e as 24 carreiras de ponto baixo apertado que escorrem a água.
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Esponja dupla face de 11 por 7 centímetros em nylon
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Uma esponja de espuma sai da pia com perto de 30 mililitros de água presos dentro dela e leva mais de 24 horas pra secar num porta-esponja fechado. Como a próxima louça chega em menos de 12, ela nunca chega a secar: passa a semana inteira úmida.
O cheiro que aparece no terceiro dia não vem da comida. Vem da colônia que a umidade contínua sustenta. Um levantamento publicado na Scientific Reports em 2017 contou até 54 bilhões de bactérias por centímetro cúbico em esponjas de cozinha em uso doméstico.
A espuma de poliuretano trabalha contra quem lava a louça. Ela é feita pra segurar líquido em células fechadas, e o que entra só sai por aperto. Ferver, passar na máquina ou espremer com força adia o cheiro por dois dias e não muda a conta da secagem.
O fio de nylon faz o contrário. A poliamida absorve perto de 4% do próprio peso em água, contra várias vezes o peso na espuma. O que molha uma esponja de nylon é a água presa entre os pontos, e não a água presa dentro do fio.
Água entre pontos escorre, desde que o vão atravesse a peça de um lado ao outro. É aí que a mão decide: ponto baixo apertado deixa um vão de perto de 1 milímetro, que a gota atravessa por gravidade. Ponto frouxo abre 3 milímetros, espaço bastante pra resto de comida ficar parado.
A conta muda de lugar. Deixa de ser quantos dias a esponja dura e passa a ser quantas horas ela fica molhada entre uma louça e a outra. Abaixo de 4 horas úmida, nada azeda.
A ficha abre pelo fio, pela agulha, pela amostra das dez primeiras carreiras e pelas medidas que a peça precisa entregar até fechar em 11 por 7 centímetros, com as duas faces prontas.
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I A Peça do Dia
Esponja dupla face em 24 carreiras
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A ficha completa da peça.
A peça de hoje: esponja de louça dupla face de 11 por 7 centímetros, nível iniciante, fechada em 24 carreiras de ponto baixo. A execução usa correntinha, ponto baixo e ponto baixíssimo. O tempo estimado é de 40 minutos, da corrente de base à alcinha.
Antes da primeira correntinha: um rolo de fio de nylon de 100 gramas, perto de 90 metros. Agulha de crochê de 3 milímetros. Tesoura, agulha de tapeceiro, fita métrica e um marcador de ponto pra guardar a carreira 12, que é onde a peça troca de face.
O fio de nylon é o corpo da esponja: poliamida em fita torcida, perto de 2 milímetros de espessura, dura o bastante pra raspar a panela e lisa o bastante pra não prender resto de comida entre as fibras.
Nylon mais grosso, de 2,5 milímetros, pede agulha de 3,5 e entrega uma peça de 12 por 8 centímetros nas mesmas 24 carreiras. Barbante de algodão nº 4 fecha esponja macia que segura água por 20 horas, e é justamente ela que volta a cheirar na terceira louça.
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A conta desta esponja tem três números e nenhum é palpite: 22 pontos baixos em cada carreira, 24 carreiras no total e a dobra na fronteira entre a carreira 12 e a 13, que monta as duas faces. São 528 pontos baixos e 11 por 7 centímetros no fim.
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A amostra das dez primeiras carreiras: trabalhe a corrente de base e as carreiras 1 a 10, apoie a peça na mesa sem esticar e meça. Onze centímetros de largura por 6 de altura é a malha desta peça.
Cada ponto baixo apertado fica com 0,5 centímetro de largura e 0,6 centímetro de altura. Os dois números entram na conta: a largura decide os 11 centímetros da carreira, a altura decide quanto cada face cresce até a dobra.
A tolerância da conta: mão frouxa entrega 12,5 centímetros na carreira 1 e abre vão de 3 milímetros entre um ponto e o outro. O caminho é descer pra agulha de 2,5 milímetros e refazer as dez carreiras, nunca apertar o fio só na hora de medir.
O teste da pingada: molhe a esponja pronta, aperte uma vez com a mão fechada e pendure pela alcinha. Em 10 minutos ela não pode pingar. Peça que ainda goteja depois disso tem vão fechado demais ou camada a mais no miolo.
A medida final: 11 por 7 centímetros, 1,2 centímetro de espessura com as duas faces juntas, 24 carreiras, 528 pontos baixos e uma volta de acabamento de 50 pontos. A face lisa sai das carreiras 1 a 12, a face que raspa sai das carreiras 13 a 24.
A esponja fechada leva perto de 15 metros de fio. O rolo de 100 gramas custa entre 12 e 18 reais no armarinho e rende 6 esponjas, o que põe o fio de cada uma perto de 2,50 reais. Cada uma aguenta 4 meses de pia, contra os 15 dias da esponja de espuma.
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II Carreira a Carreira
Da corrente de base à alcinha da pia
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Toda carreira desta esponja obedece à mesma regra: 22 pontos baixos, 1 correntinha de virada que não conta como ponto e a agulha entrando embaixo das duas alças até a carreira 12. Quem come um ponto na virada estreita a peça e desalinha a dobra.
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Antes da agulha, a corrente de base: 23 correntinhas feitas sem apertar. Corrente apertada trava a carreira 1 e deixa a borda de baixo mais curta que a de cima, o que aparece na hora de fechar os lados.
Carreira 1: 1 ponto baixo na segunda correntinha a partir da agulha e 1 ponto baixo em cada correntinha seguinte, até o fim. São 22 pontos e 11 centímetros de largura, a medida que as outras 23 carreiras vão repetir.
Carreiras 2 a 12: 1 correntinha, vire a peça e trabalhe 22 pontos baixos entrando embaixo das duas alças do ponto de baixo. A superfície fica lisa e fechada, que é a face de lavar copo, prato e talher.
A conferência na carreira 10: meça 11 centímetros de largura por 6 de altura e conte os pontos da carreira inteira. Vinte e um pontos aqui quer dizer ponto comido na virada, e a dobra sai torta na hora de fechar a peça.
Carreira 13, a virada de face: a mesma contagem de 22 pontos baixos, com a agulha entrando embaixo da alça de trás só. O vão que sobra na frente vira um sulco horizontal, e é o sulco que raspa a panela sem arranhar o antiaderente.
Carreiras 14 a 24: a regra não muda mais. Vinte e dois pontos baixos por carreira, sempre na alça de trás, 1 correntinha de virada, e a peça crescendo 0,6 centímetro por vez até fechar 14,4 centímetros de altura aberta.
A dobra: dobre a peça na fronteira entre a carreira 12 e a 13, com as duas faces pra fora, casando canto com canto. A altura cai pra 7 centímetros e a espessura fica em 1,2, que é a medida que a mão fecha sem escorregar.
O fechamento dos três lados: com a peça dobrada, trabalhe ponto baixo unindo as bordas, 12 pontos em cada lateral e 22 na borda de cima, com 2 pontos extras em cada canto pra não repuxar. A volta fecha em 50 pontos.
A alcinha: no canto direito da borda de cima, 12 correntinhas fechadas com 1 ponto baixíssimo no mesmo ponto de saída. Ela é o que tira a esponja da poça do fundo da pia e derruba a secagem de 14 horas pra 3.
O arremate: corte o fio com 12 centímetros de sobra e dê dois nós simples no avesso antes de esconder a ponta. Nylon não desfia, mas escorrega, e ponta escondida sem nó sai sozinha na terceira lavagem.
A primeira água: passe a esponja por água fervente por 3 minutos antes do primeiro uso, pra tirar o resíduo de fabricação do fio. A poliamida aguenta os 100 graus sem deformar e volta seca em uma hora.
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